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2026/10/30

Ouro Branco na Quinta da Salina do Morro: três gerações ligadas à tradição do sal

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Na Ilha da Morraceira, em pleno Estuário do Mondego, há um património de valor inestimável que continua a ganhar vida pelas mãos de quem conhece, como poucos, os segredos da salinicultura. Na Quinta da Salina do Morro, Carlos Manuel da Silva Moreira, mais conhecido por Carlos Santinho, mantém viva uma tradição familiar de três gerações na produção de sal e da tão apreciada flor de sal.

Marnoto da terceira geração, Carlos Santinho explora, há 13 anos, as mesmas salinas que anteriormente foram trabalhadas pelo avô e pelo pai, dando continuidade a uma atividade profundamente enraizada na história e identidade da região. Em cada época, a produção média ronda as 60 toneladas de sal, às quais se junta a delicada e afamada flor de sal, um produto de excelência que nasce das condições únicas deste ecossistema.

A Salina do Morro é, por natureza, um verdadeiro paraíso no Estuário do Mondego. Inserida na Ilha da Morraceira, com cerca de sete quilómetros de extensão, este espaço convida à descoberta de uma paisagem singular, onde a natureza, o trabalho artesanal e as tradições salineiras se cruzam. Um local que deixa nos visitantes uma experiência marcante e a vontade de regressar.

Mas a Quinta da Salina do Morro é muito mais do que um espaço de produção de sal. É também um lugar de partilha de memórias, histórias e saberes de uma vida dedicada à salinicultura. Carlos Santinho espera pela vossa visita, diariamente, entre as 15h00 e as 19h00, para dar a conhecer o quotidiano de um marnoto e partilhar as experiências e histórias que fazem parte deste legado familiar.

De referir que, no passado dia 20 de setembro, a Quinta da Salina do Morro foi também palco da apresentação do livro «Pitadas de Sal. Pigmentos de Café», da autoria de Celeste Lopes, uma obra que dá voz às memórias, às histórias de Carlos Santinho e à riqueza de um património que importa preservar.

Na Quinta da Salina do Morro, o sal é muito mais do que um produto: é herança, identidade e o testemunho vivo de uma tradição que continua a brilhar como verdadeiro ouro branco do Mondego.

Texto e foto: José Ribeiro Pereira 

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