2026/09/15
Estar próximo das pessoas é uma dimensão importante da política. Ouvir as populações, conhecer os seus problemas, participar na vida das comunidades e estar presente nos momentos importantes da vida local são atitudes que devem fazer parte de uma boa governação.
As festas populares, as iniciativas das associações, os encontros das comunidades e os acontecimentos que mobilizam as freguesias fazem parte da identidade e da vida coletiva. A presença dos responsáveis políticos nesses momentos é, por isso, natural e desejável.
Mas há uma diferença fundamental entre estar próximo das pessoas e utilizar a proximidade como substituto da governação.
A presença permanente em festas pode criar uma imagem de proximidade com as populações, mas a verdadeira proximidade mede-se pela capacidade de definir prioridades, apresentar estratégias de desenvolvimento e concretizar soluções. Governar é planear, decidir, executar e prestar contas.
Uma governação pode ser muito visível e, simultaneamente, pouco transparente. Pode estar permanentemente em contacto com as pessoas e, ao mesmo tempo, não explicar claramente quais as suas prioridades, quanto custam as suas decisões, quais os resultados alcançados e porque razão determinadas promessas continuam por cumprir.
A proximidade verdadeira começa muito antes da festa e continua muito depois de ela terminar. Está na resposta aos problemas concretos das pessoas, na qualidade dos serviços públicos, na manutenção das estradas e dos espaços públicos, no apoio aos idosos, na saúde, na habitação, na mobilidade, na educação, na atividade económica e na criação de oportunidades para os mais jovens.
E está também na capacidade de olhar para o território como um todo e não apenas para aquilo que é mais visível ou eleitoralmente mais conveniente.
Esta reflexão não pretende diminuir a importância dos festejos populares e do convívio entre eleitos e cidadãos. Mas esses momentos devem ser o complemento da governação, e não o seu substituto. A proximidade não pode ser uma encenação do poder. Tem de ser uma relação de confiança.
Não basta dizer que se fez. É necessário mostrar o que se fez.
Não basta anunciar investimentos. É necessário explicar quais foram realizados.
Não basta apresentar projetos. É necessário saber quando serão concretizados.
E não basta estar presente junto das populações. É necessário responder perante as populações, de uma forma totalmente transparente.
Os cidadãos merecem mais do que responsáveis políticos que aparecem. Merecem responsáveis políticos que governem. E merecem, sobretudo, uma governação que esteja presente todos os dias, na resolução dos problemas e na construção do futuro.
Num concelho em que a propaganda tenta esconder a falta de estratégia e de capacidade de concretização, o PS quer mostrar que é possível criar e discutir estratégias de desenvolvimento com as populações e concretizar essas estratégias atempadamente e com total transparência.
José Carlos Teixeira, Presidente da Concelhia do PS Pombal.