Setembro o regresso à rotina

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Setembro é o mês que marca o final das férias e o regresso à rotina do trabalho ou dos estudos. Este ano, setembro também poderá ser um mês de mudanças devido às eleições autárquicas agendadas para o próximo dia 26.

Ter esperança em tempos difíceis não é um “romantismo tolo”. Resulta da história humana, pautada não só pela crueldade mas também pela compaixão, pelo sacrifício, pela coragem e pela bondade…e esta é uma questão que a pandemia da Covid-19 que ainda vivemos deixou bem clara.

À semelhança das nossas histórias pessoais, o que escolhemos enfatizar no momento presente determinará o nosso futuro. Se virmos apenas o pior, destruiremos a nossa capacidade de acreditar ou de fazer algo para que a mudança aconteça. Já se tivermos em mente os tempos e lugares onde nos sentimos bem teremos energia para agir e a possibilidade de mudança será uma realidade.

Não é por um futuro utópico que devemos esperar, porque o futuro nada mais é que uma sucessão infinita de presentes. Vivermos agora da forma que entendemos ser a mais correta, desafiando tudo o que consideramos existir de errado ao nosso redor é, por si só, uma grande vitória.

Os últimos anos têm sido notáveis no que diz respeito à construção de movimentos, às mudanças sociais e até mesmo a mudanças profundas em ideais, perspetivas e reestruturações globais; mas também têm sido vertiginosos no que se refere a mudanças repentinas e drásticas nas nossas rotinas, tanto aquelas que nos são impostas quanto naquelas que nós próprios procuramos com base naquilo em que acreditamos e defendemos.

É importante ter em mente aquilo que a esperança não é: a crença de que tudo foi, está, ou ficará bem. Infelizmente as evidências estão à nossa volta e traduzem-se em momentos de sofrimento e destruição.

A esperança que importa é sobre perspetivas amplas com possibilidades específicas que exigem ação da nossa parte, nas premissas de que não sabemos o que vai acontecer e que, no espectro gigante da incerteza, há espaço para agir, pois quando reconhecemos a incerteza também assumimos que podemos influenciar os resultados.

Ter esperança é abraçar o desconhecido. É uma alternativa para a certeza dos otimistas e receio dos pessimistas. É a crença de que o que fazemos importa.

A História está cheia de pessoas cuja influência se fez notar mais depois de partirem.

Há que viver o dia a dia, transcender, escapar, dar significado a cada momento, numa fase em que precisamos de liberdade para ir além de nós mesmos, de esperança e de um sentido de futuro. É precisamente nos momentos de maior desespero e colapso que a esperança nos parece escapar, mas basta uma gota de esperança para mudar tudo em nós e no mundo.

José Pereira, Director Geral do Jornal Noticias da Sua Terra

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