Guia: Pela Nossa Terra…Pelo Futuro!

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Divulgamos o comunicado que nos acabou de chegar à redação por parte de um grupo de cidadãos da União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca.

O grupo de cidadãos subscritores, independentemente dos diferentes credos que pessoal e individualmente possam defender, tem uma característica em comum:
São Guienses que se interessam pelo desenvolvimento da sua terra e de
tudo o que, social, económica e politicamente envolva o seu “torrão”. E, como tal, não podiam ficar alheios à polémica que se tem instalado na nossa sociedade local, à volta da possível instalação de uma estrutura industrial ligada ao grupo LUSIAVES.
Tal polémica, gira, essencialmente, à volta de:

– Se contemplaria tal estrutura fabril um sector de centro de abate (MATADOURO) com todo o peso ambiental que comportaria? – Se da concreta implantação e localização de tal estrutura, em vez de ocupar terrenos localizados a nascente da linha do caminho-de-ferro,
por que não a ocupação a poente? Perante a dispersão das fontes tanto de informação, como de desinformação, assumiram-se como “grupo de reflexão informal”, de forma a poderem assumir posição pública, assente exclusivamente na factualidade e na veracidade das fontes.

Se, por um lado, e sobretudo por parte das posições tomadas pelo Município de Pombal, as coisas foram mais fáceis, por haver deliberações, atos e atas das posições, bem ou mal, assumidas, por outro, já a nível da natureza fabril, sua envolvente produtiva e de impacto ambiental, bem como sobre a concreta implantação do edificado, tudo era muito nebuloso: era sobretudo o “diz-se que …” que imperava. Por outro lado, estranhámos que grupos de pessoas, nossos conterrâneos, tenham inicialmente demonstrado, sobretudo nas Assembleias de Freguesia e Municipais, posições de alinhamento com o projecto de
investimento e posteriormente tenham vindo a assumir opinião aparentemente contrária.

Daí, carentes de informação, solicitaram-na ao executivo da nossa Junta de Freguesia, o qual, tendo-nos feito a resenha factual do processo, nos informou que tinha pendente a elaboração de um parecer, favorável ou não, ao pretendido investimento.Esclareceu ainda ter recebido, a seu pedido, documento escrito expedido pela Junta de Freguesia da Marinha
das Ondas, a qual, resumidamente, louva o comportamento daquele grupo empresarial, quanto ao empreendimento que naquela freguesia tem implantado, já há alguns anos, como socialmente responsável, economicamente importante e sem impacto ambiental significativo.

O grupo empresarial investidor tinha acabado de apresentar o PIP (Pedido de Informação Prévia) junto dos serviços técnicos da Câmara Municipal. Consultado o documento, constatámos que apenas a volumetria, o tipo de indústria, tipo 1, e pouco mais dele se extraía. Note-se, que o facto de a indústria a instalar ser do tipo 1 significa a exigência de cumprimento de regras ambientais, higiene e outras, fiscalizadas fortemente pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Aliás, qualquer empresa que processe ou manuseie bens alimentares tem sempre esta classificação.

Era, pois, manifestamente insuficiente a informação obtida. Tínhamos de
ir mais além … à fonte das dúvidas. Foi o que fizemos! Conciliadas as coisas, deslocámo-nos à Marinha das Ondas, acompanhados pelo Sr. Presidente do executivo da Junta de Freguesia ecom a presença de um representante da Câmara Municipal, o vereador,
Eng.º Pedro Murtinho, reunimos com elemento da Administração do Grupo Lusiaves com o qual procedemos a visita às instalações, onde verificámos estar em decurso obra de grande ampliação do centro de abate (MATADOURO) ali existente.

Desse encontro, resultou a INFORMAÇÃO CLARA de que a estrutura fabril a implantar na Guia, não integraria, nem integrará, qualquer espaço de centro de abate (matadouro).
Funcionará como complexo de preparação, confecção e de distribuição de alimentos de proveniência animal e vegetal. Pelo que nos foi dito, será, essencialmente uma enorme cozinha industrial, com o que envolve de recepção, preparação, cozedura, embalamento, armazenamento econservação, para posterior saída por cais de embarque/desembarque.

Mais, fomos esclarecidos quanto às questões de ruído ambiental e emissão de fumos e gases, que a unidade em causa não produzirá cheiros industriais, mas apenas os inerentes a uma atividade que processa e confeciona produtos à base de carnes ou vegetais, os quais na sua maioria são frescos e congelados, pelo que a respetiva emissão será de reduzido
impacto. Foi-nos dito também que para as áreas de confeção, vão ser instalados sistemas de tratamento e filtragem de vapores que, de acordo com os odores, serão tratados de forma a não criar impactos ambientais e libertação de cheiros para o exterior. Que para esse efeito, serão utilizadas as melhores práticas, disponíveis no momento atual, a nível internacional.

Relativamente aos ruídos provenientes da unidade, os mesmos serão de reduzido impacto, dado que o equipamento a instalar, de alta tecnologia, não é gerador de grandes ruídos. Informaram-nos também da colocação de uma cortina arbórea circundante que minimizará aqueles poucos impactos de ruido e visuais. Comunicaram-nos ainda que a produção de águas residuais será exclusivamente a decorrente da limpeza e higienização dos equipamentos e dos demais espaços fabris e sociais. Prevê-se uma forte aposta na gestão da água de forma a tornar a sua utilização bastante eficiente.

Daí que, a ligação à rede de saneamento, apenas comportará águas residuais
domésticas. De salientar a informação obtida de que todos os equipamentos de movimentação de mercadorias serão elétricos, tal como os veículos ligeiros. Por sua vez, os camiões serão a GNV (Gás Natural Veicular) mais silenciosos e, comprometeram-se, assim que haja tecnologia disponível passarão a ser alimentados por eletricidade ou por hidrogénio, também diminuindo o ruído associado. No que concerne ao impacto social e económico, a instalação desta unidade industrial é significativo. Para além das sinergias criadas com as empresas locais em termos de fornecimentos de bens e serviços, irá permitir a criação de mais de uma centena de postos de trabalho quando em plena laboração, a maioria, com funções qualificadas (nomeadamente a nível da Engenharia
Alimentar, de Qualidade, Industrial, Informática, entre outras), mas, frisaram, será dada preferência, para ocupação desses postos, a pessoas residentes ou originárias da Guia e do Concelho de Pombal.

Informado ainda que o horário de funcionamento da unidade, será o normal: entre as 6h e as 20h. Pontualmente, e em caso de necessidade, ajustável. Obviamente, que, como empresários que alguns de nós somos, acreditamos, quer na palavra, quer na necessária RESPONSABILIDADE SOCIAL das empresas, sobreavaliada, quando se trata de grandes grupos económicos, mas mesmo assim … quisemos mais!

Para além de se solicitar que, a haver possibilidade, aproveitando o facto de estarmos perante, quer de alguém da administração da empresa, quer da Câmara Municipal, se admitisse a deslocalização da estrutura a construir para a zona poente à linha férrea. Pediu-se, ainda, que nos fosse disponibilizado DOCUMENTO OFICIAL descrevendo as reais
características da estrutura a implantar e que passasse a papel, sob forma escrita, tudo o que tínhamos acabado de ouvir. Tal acabou por se concretizar através do complemento, ou reformulação, do PEDIDO DE INFORMAÇÃO PRÉVIA – Memória Descritiva entregue pela
empresa junto da Câmara Municipal de Pombal, cujo documento confirma, de modo oficial, as informações que, verbalmente, tínhamos conseguido obter.

Além disso, por divulgação institucional da própria empresa, através de “press release”, comunicado, á imprensa e de iniciativas de marketing, como “flyers” e “outdoors” com imagens da implantação e enquadramento paisagístico da futura estrutura, nos respectivos textos acompanhantes se reforçam as intenções da empresa . Dirão alguns, “vale o que vale”, outros “não vai ser assim”, outros ainda “é mentira!”, contudo, os aqui subscritores, gente que demonstrou já estar habituada ao diálogo, cultivar o bom senso e crer na boa-fé dos interlocutores e, sobretudo, apoiantes do desenvolvimento económico e social da sua terra, pugnando pela perspectiva da criação de emprego/riqueza sustentável e pela fixação das nossas camadas mais jovens à nossa terra, não enveredamos pela negação, pelo “não, porque não!

Não deixando NUNCA de ser vigilantes e críticos do que se afastar do
DEVER-SER.
ACREDITAMOS NA BOA-FÉ de quem nos procura!
ACREDITAMOS NA RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL DAS
EMPRESAS!
ACREDITAMOS NO FUTURO DA NOSSA TERRA!
Os subscritores:
Amândio Neves
António Conceição
Carlos Silva
Carlos Duarte
Jorge Rolo
José Grilo
Jorge Rosa
Manuel da Mariana
Pedro Neves
Rui Domingues

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