Câmara de Pombal vai lançar novo concurso público para interface de transportes

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A Câmara Municipal de Pombal vai lançar o quarto concurso público para requalificar a zona de interface de transportes na sede do concelho, por não ter sido possível adjudicar a obra nos concursos anteriores, disse o vereador Pedro Navega no passado dia 28 de abril.

“Apresentaram-se concorrentes, sendo que alguns disseram que o valor não era suficiente e outros apresentaram um valor superior ao preço-base. Nesse sentido, não era possível adjudicar a obra”, justificou o vereador, que tem o pelouro das obras públicas, sublinhando que “neste momento, e tendo em conta que temos prazos a cumprir no âmbito da candidatura do PEDU [Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano], vamos fazer uma reformulação do projeto”.

Os três concursos públicos lançados anteriormente ficaram desertos, o que levou à revisão do projeto.

Segundo Pedro Navega, desta vez os trabalhos no edifício da central de camionagem vão diminuir e a empreitada vai incidir “nos espaços exteriores de forma a garantir a ligação entre a estação ferroviária, a central de camionagem e o estacionamento que serve estas estruturas e que já foi executado no âmbito do PEDU”.

De acordo com informação disponibilizada pelo Município de Pombal, o projeto “pretende unificar os equipamentos de serviços de transportes, (…) “estabelecendo uma ligação física entre ambas” e inclui “zonas verdes, combinando-as com espaços de estar, lazer e parque infantil”, sendo que a empreitada previa “uma reformulação das vias rodoviárias na ligação” à interface, “nomeadamente na via adjacente, propondo-se uma zona reservada aos transportes públicos ‘Pombus’, uma zona para táxis” e outra “para deixar e buscar os passageiros”. Já a restruturação da central rodoviária passava pela introdução de novas bolsas de espera e pela “reorganização dos espaços públicos interiores existentes”, como a cafetaria e o restaurante. O projeto também incluía “uma bilheteira para aquisição de bilhetes de ambas as infraestruturas” e uma intervenção nas margens da ribeira Quente.

Pedro Navega referiu ainda que “as obras estão a ser executadas, porque foram lançadas no ano passado, quando o aumento dos combustíveis e das matérias-primas ainda não se fazia sentir desta forma” e admitiu a existência de um “elevado grau de preocupação” nas empreitadas a lançar.

Texto: Marta Botas

Noticia pode ser lida na edição de maio, impressa do jornal Noticias da Sua Terra.

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